Glossário

Acordo de Partilha de Responsabilidades da União Europeia
Portugal é, conjuntamente com todos os Estados-Membros (EM) da União Europeia (UE), Parte no Protocolo de Quioto (PQ) da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (CQNUAC). Nesse contexto os EM estabeleceram um Acordo de Partilha de Responsabilidades para a redução coletiva de 8% dos Gases com Efeito de Estufa (GEE) no período 2008-2012, relativamente às emissões verificadas em 1990. Segundo esse Acordo, Portugal passou a ter como meta não ultrapassar em mais de 27%, no primeiro período de cumprimento do PQ (2008-2012) as emissões de GEE registadas em 1990.

Fonte: Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão de CO2 (PNALE) 2008-2012, COMÉRCIO EUROPEU DE LICENÇAS DE EMISSÃO (http://www.apambiente.pt/Instrumentos/CELE/
EnquadLegisl/Documents/PNALE_II_05jun06.pdf
)

Aerogerador
Sistema de produção de energia elétrica com pás, que tem como fonte, a força do vento.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Alterações Climáticas
Alterações de clima não cíclicas, associadas ao aumento da presença de Gases com Efeito de Estufa (GEE) na atmosfera em resultado de atividades humanas, entre as quais a queima de combustíveis fósseis.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Aquecimento global
Termo utilizado para descrever o aumento da temperatura média da atmosfera da Terra e dos oceanos, que tem sido observada nas últimas décadas.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Atmosfera
Camada de gases (ar) que envolve a Terra, composta por 78% de nitrogénio, 21% de oxigénio e 1% de vapor de água e outros gases.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Biocombustível
Combustível líquido ou gasoso para transportes, produzido a partir de biomassa (definição DL 62/2006). São considerados biocombustíveis, o bioetanol, o biodiesel, o biogás, o biometanol, o bioéter dimetílico, o bio-ETBE (bioéter etil-ter-butílico), o bio-MTBE (bioéter metil-ter-butílico), os biocombustíveis sintéticos, o biohidrogénio e o óleo vegetal puro produzido a partir de plantas oleaginosas.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=b

Biogás
Gás combustível produzido a partir de biomassa e / ou da fração biodegradável de resíduos, que pode ser purificado até à qualidade do gás natural, para utilização como biocombustível.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Biomassa
A biomassa é a matéria orgânica, de origem animal ou vegetal, utilizada como fonte de energia em base renovável. Trata-se de um biocombustível com origem nos produtos e resíduos da agricultura da floresta, entre outros.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Camada de ozono
Camada atmosférica que se situa entre os 20 e os 50 km acima da superfície terrestre e que atua como um filtro, protegendo os organismos vivos dos raios solares ultravioletas.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Capacidade Biológica do Planeta
Também chamada Biocapacidade, é definida como a taxa de oferta de recursos e disposição de resíduos que pode ser tolerada num determinado território ou em escala global.

Fonte: FootprintNetwork – Pegada Ecológica (http://www.footprintnetwork.org/images/
uploads/desafios_p2.pdf
)

Carvão
É um combustível fóssil extraído da terra, através de minas. Tem coloração negra e consistência firme. É composto por carbono e por outro tipo de elementos, como o enxofre. Geralmente associado à Revolução Industrial, onde a sua utilização em massa se iniciou, o carvão continua a ser um importante combustível e a maior fonte de energia única em todo o mundo.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Clima
Síntese dos estados de tempo característicos de um determinado local ou regiões num determinado intervalo de tempo. Para definir o clima recorre-se à estatística e utilizam-se valores médios, variâncias, valores extremos, probabilidades de ocorrência, etc. O intervalo de tempo ou período utilizado deve ser suficientemente longo para que a caracterização do clima tenha significado estatístico, sendo usualmente utilizadas médias de 30 anos, conhecidas como Normais Climatológicas.

Fonte: Instituto de Metereologia, IP Portugal ( http://www.meteo.pt/pt/areaeducativa/glossario/index.html?page=glossario_cd.xml)

Coletores solares térmicos
Dispositivos que utilizam energia proveniente dos raios solares para aquecer água.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Combustão
Trata-se de uma reação química exotérmica entre uma substância (o combustível) e um gás (o comburente), usualmente oxigénio, que produz e liberta calor.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Compostor
Recipiente usado para fazer a decomposição biológica controlada de material orgânico na presença de ar para formar um material do tipo do húmus.

(Fonte: Agência Europeia para o Ambiente – AEA)

Desenvolvimento Sustentável
O conceito de Desenvolvimento Sustentável surgiu em 1987 no Relatório «O Nosso Futuro Comum», mais conhecido por Relatório Brundtland. É o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. É a possibilidade das sociedades atuais, no presente e no futuro, atingirem um nível sustentável de desenvolvimento económico e de qualidade de vida, simultaneamente com o respeito, usufruto e preservação dos recursos naturais do planeta. Em suma, o Desenvolvimento Sustentável é a articulação de três vertentes (económica, social e ambiental) num contexto de economia e cidadania global: pretende ser economicamente eficaz, socialmente equitativo e ecologicamente sustentável.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=d

Desflorestação
É o corte das árvores e restantes plantas existentes numa área florestal, para exploração de madeira ou para dar um outro uso à terra (agricultura, pecuária). Em zonas de chuvas fortes ou muito ventosas, pode ocorrer erosão do solo e problemas a nível dos rios e lençóis de água subterrânea. Isto porque, sem vegetação para proteger o solo, a água arrasta os nutrientes para os rios e estes ficam turvos e com muitos sedimentos. Assim, como a água não se infiltra na terra, os lençóis de água subterrânea secam ou ficam mais fundos e pode deixar de haver água para os poços e os rios durante os períodos secos ou quando chove menos.

Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade – ICNB (http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/789401A7-FB68-44E2-9964-E154C6638883/0/Glossario_Cento_Picos_27Out09.pdf)

Dióxido de Carbono (CO2)
Composto químico, gasoso, incolor e inodoro, constituído por dois átomos de oxigénio e um átomo de carbono. Apesar de representar apenas 0,03% da composição da atmosfera, o dióxido de carbono (CO2) é essencial à vida no planeta. Muitos organismos nos ecossistemas terrestres e nos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2), através do processo de fotossíntese. As concentrações de equilíbrio do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera podem ser alteradas (aumentadas) em função da sua emissão por fontes antropogénicas, decorrentes da queima de combustíveis fósseis, e em função de mudanças no uso do solo, como a desflorestação, os incêndios florestais, etc. Este aumento das concentrações de equilíbrio contribui para o agravamento do efeito de estufa, e começou a verificar-se a partir do final do séc. XVIII, durante a Revolução Industrial, quando o carvão e o petróleo começaram a ser utilizados como fontes de energia. Desde então, a concentração de CO2 passou de 280 ppm (partes por milhão) no ano de 1750, para os atuais 368 ppm, em 2008, o que significa um incremento de 40%. O CO2 é usado comercialmente em algumas bebidas com gás (carbonatadas) e também em extintores de incêndio. Quando inalado em grande quantidade, pode provocar irritações nas vias aéreas, vómitos, náuseas e até mesmo morte por asfixia (o que ocorre geralmente nos incêndios).

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=d

Ecossistemas
Conjunto das entidades bióticas e abióticas e respetivas interações que compõem um sistema ecológico integrado, isto é, um sistema no qual, mediante a interação entre os diferentes organismos e o ambiente envolvente, se dá um intercâmbio cíclico de materiais e energia.

(Fonte: Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade – ICNB)

Efeito de estufa
Fenómeno natural responsável pela manutenção da temperatura terrestre de forma a suportar a vida tal como a conhecemos. Sem este efeito, a temperatura global média da Terra seria -18°C. Resumidamente, o processo ocorre da seguinte forma: a energia do sol aquece a superfície do planeta e, à medida que a temperatura aumenta, o calor é radiado novamente para a atmosfera sob a forma de energia infravermelha, a qual é em parte absorvida na própria atmosfera pelos gases com efeito de estufa. Ou seja, a atmosfera atua tal como as paredes de uma estufa, deixando penetrar a luz visível e absorvendo a energia infravermelha, mantendo o calor no seu interior.

Fonte: Planeta Azul – Portal de Ambiente e sustentabilidade (http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=e)

Eficiência Energética
Relação entre a quantidade de energia consumida ou recebida e a energia produzida.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Eletricidade
Eletricidade é uma energia derivada que pode ser produzida a partir da maioria das formas energéticas. O mais importante processo da sua produção consiste em recorrer a um gerador ou alternador que converte a energia mecânica fornecida por um processo térmico ou por uma turbina hidráulica. Todos os outros processos desempenham atualmente um papel secundário. Na maior parte das suas aplicações, a eletricidade é uma energia de rede que deve ser produzida no momento do seu consumo. Com efeito, o seu armazenamento só é possível indiretamente e em aplicações muito restritas.
Por razões de natureza económica e de qualidade do fornecimento é aconselhável projetar as redes de transporte e de distribuição em larga escala e explorá-las de modo interligado. Apenas dez por cento das necessidades mundiais de energia final são cobertos pela eletricidade. Contudo, a sua importância é, por diversas razões, muito superior.
Existem muito poucas utilizações relativamente às quais se não recorre à eletricidade. Acresce que toda uma série de aplicações indispensáveis a uma economia moderna e energeticamente eficaz dependem da eletricidade. Na prática, a iluminação, por exemplo, depende essencialmente dela. O fornecimento da eletricidade não implica o transporte de massas inertes para os locais de consumo e os resíduos, se existirem, concentram-se nos locais de produção, podendo assim ser mais facilmente controlados e tratados do que se fossem descentralizados e dispersos por diversos consumidores.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Energia dos oceanos
Energia que pode ser aproveitada por meio da exploração de certas características físicas ou químicas dos marés: energia das marés, energia das ondas, gradientes térmicos, gradientes de salinidade, correntes marítimas, etc.

Nota: Tratando-se de fontes de energia destinadas à satisfação da procura dos consumidores, as energias dos oceanos deveriam normalmente ser completadas ou consideradas como apoio de uma fonte de energia mais disponível ou ser acumuladas recorrendo a um sistema de armazenamento de energia.

Fonte: www.edp.pt (http://www.edp.pt/pt/Pages/Glossario.aspx)

Energia Eólica
A energia eólica está diretamente ligada à atividade solar no planeta, criando diferenças de pressão atmosférica e diferenças de temperatura. As correntes de ar horizontais atuam em permanência sobre o conjunto do globo terrestre, com fluxos de ar verticais devidos à evaporação da água de superfícies marítimas muito extensas. A direção do vento é igualmente influenciada, em certa medida, pela rotação de terra como consequência das forças de Coriolis.
A energia eólica produzida por estas correntes aéreas só está disponível com uma intensidade variável. Esta última varia desde a acalmia total até às condições extremas de furacão.
Em contrapartida e contrariamente à energia solar, a disponibilidade da energia eólica, embora variável, não é influenciada pela alternância diurna/noturna. A presente Secção inclui os termos físicos e técnicos ligados à implementação da energia do vento em cujo desenvolvimento futuro se baseiam fortes esperanças.
2009 foi o segundo ano consecutivo em que a Energia Eólica foi a mais fonte de energia em que mais se investiu na Europa.

Fonte: Associação Europeia de Energia Eólica e www.edp.pt

Energia Hídrica
Energia renovável resultante do aproveitamento do desnível dos cursos de água para produzir eletricidade.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Energias Não Renováveis
As fontes de energia não renováveis são aquelas que se encontram na natureza em quantidades limitadas e se extinguem com a sua utilização. Uma vez esgotadas, as reservas não podem ser regeneradas.

Fonte: AGENEAL (http://www.ageneal.pt/content01.asp?BTreeID=00/01&treeID=00/01&newsID=7)

Energias Renováveis
É aquela que é obtida a partir de fontes capazes de se regenerarem, e portanto virtualmente inesgotáveis, como por exemplo: Sol, vento, ondas, marés, biomassa e calor da Terra.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Etiqueta energética
Rótulo, que se encontra colocado na parte exterior dos eletrodomésticos, de modo a ficar visível ao consumidor. A etiqueta energética é obrigatória em alguns eletrodomésticos e permite comparar fácil e rapidamente a eficiência energética e o consumo dos mesmos.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Fontes de energia não renováveis
Consideram-se fontes de energia não renováveis os combustíveis fósseis (carvão, petróleo bruto e gás natural) e o urânio, que é a matéria-prima necessária para obter a energia resultante dos processos de fissão ou fusão nuclear. Todas estas fontes de energia têm reservas finitas, uma vez que é necessário muito tempo para as repor, e a sua distribuição geográfica não é homogénea, ao contrário das fontes de energia renováveis, originadas graças ao fluxo contínuo de energia proveniente da natureza.

Fonte: AGENEAL (http://www.ageneal.pt/content01.asp?BTreeID=00/01&treeID=00/01&newsID=7)

Fundo Português de Carbono
O Fundo Português de Carbono, criado pelo Decreto-Lei n.º 71/2006, de 24 de março, tem como objetivo contribuir, de forma suplementar, para o cumprimento nacional do Protocolo de Quioto, através da aquisição de unidades de cumprimento ao abrigo dos mecanismos previstos no Protocolo de Quioto e da promoção da redução adicional de emissões de gases com efeito de estufa, através de projetos domésticos. As Unidade de Cumprimento permitem suprimir o défice de cumprimento que possa subsistir com a aplicação (i) das Políticas e Medidas consideradas pelo PNAC (RCM 104/2006 e RCM 1/2008), e (ii) do Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão 2008-2012 (PNALE II).

Fonte: CumprirQuioto.pt (http://www.cumprirquioto.pt/carbon/List.action)

Gás natural
Mistura de compostos de hidrocarbonetos e de pequenas quantidades de vários não-hidrocarbonetos, existentes em estado gasoso ou em solução com petróleo bruto em reservatórios naturais subterrâneos. O seu maior componente é o metano.

Fonte: ERSE (http://www.erse.pt/pt/glossario/Paginas/glossario.aspx?folder=0bbdadc2-72cc-4297-9fe8-384b06062f18)

Gases com efeito de estufa (GEE)
Para além do vapor de água e do dióxido de carbono (CO2) inclui o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e os compostos halogenados, como os hidrofluorcarbonos (HFCs), os perfluorcarbonos (PFCs) e o hexafluoreto de enxofre (SF6).

Fonte: ERSE (http://www.erse.pt/pt/glossario/Paginas/glossario.aspx?folder=0bbdadc2-72cc-4297-9fe8-384b06062f18)

LED (sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Díodo Emissor de Luz)
Díodo composto por um cristal microscópico, através do qual se faz passar corrente elétrica, que o obriga a vibrar e a irradiar energia sob a forma de luz, que pode ser de diferentes cores de acordo com a composição do LED. Inventada em 1963, a tecnologia de iluminação LED tem vindo a ser muito utilizada (por exemplo, na iluminação pública) devido às inúmeras vantagens ambientais que lhes estão associadas, como uma maior vida útil (cerca de 50 000 horas), uma maior eficiência energética (consumos de 10 a 30 vezes menos energia elétrica que uma lâmpada convencional) e, consequentemente uma redução das emissões de CO2.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=l

Organizações Não Governamentais (ONG)
Embora não exista atualmente uma definição “oficial” para Organização Não Governamental (ONG), pode definir-se como uma associação voluntária e independente de pessoas que atuam em conjunto e de forma continuada por um objetivo comum. As ONG’s têm quatro vetores que as distinguem do setor público ou privado (razão pela qual as ONG’s são muitas vezes identificadas como pertencendo ao “terceiro setor”). As ONG’s são:
- Independentes de qualquer controlo e autoridade pública
- Sem fins lucrativos (qualquer lucro deve ser reinvestido na missão da propria organização)
- Não constituinte de qualquer partido político e
- Não violenta, não criminal

Fonte: SGS Group – tradução a partir do original: http://www.ngobenchmarking.sgs.com/ngo-definition.htm

Pegada Carbónica
Medida do impacto das nossas atividades no ambiente, em particular nas alterações climáticas, decorrente da quantidade de gases com efeito de estufa produzida individualmente no dia a dia através da queima de combustíveis fosseis para a produção de eletricidade, transportes, aquecimento, etc. Unidade de medida: toneladas (ou kg) de dióxido de carbono equivalente.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=p

Pegada Ecológica
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, aliado a uma grande produção de resíduos, são marcas de degradação ambiental das sociedades humanas atuais que ainda não se identificam como parte integrante da Biosfera. Foi a pensar na dimensão crescente das marcas que deixamos e na forma de quantificá-las, que os especialistas William Rees e Mathis Wackernagel desenvolveram, em 1996, o conceito de Pegada Ecológica. A Pegada Ecológica foi criada para nos ajudar a perceber a quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida, onde se inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, o que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos, entre outros.

A Pegada Ecológica não procura ser uma medida exata mas sim uma estimativa do impacto que o nosso estilo de vida tem sobre o Planeta, permitindo avaliar até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a sua capacidade de disponibilizar e renovar os seus recursos naturais, assim como absorver os resíduos e os poluentes que geramos ao longo dos anos.

No conceito de Pegada Ecológica está implícita a ideia de que dividimos o espaço com outros seres vivos e um compromisso geracional, isto é, “capacidade de uma geração transmitir à outra um planeta com tantos recursos como os que encontrou” (Relatório Brundtland).

Fonte: Quercus (http://conservacao.quercusancn.pt/content/view/46/70/)

Petróleo
Combustível líquido natural constituído essencialmente por hidrocarbonetos, e que pode ser encontrado em reservatórios em profundidade (ou no interior da crosta terrestre).

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE)
Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 80/2008 aprovou o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), documento que engloba um conjunto alargado de programas e medidas consideradas fundamentais para que Portugal possa alcançar e suplantar os objetivos fixados no âmbito da Diretiva n.º 2006/32/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril, relativa à eficiência na utilização final de energia e aos serviços energéticos.
O PNAEE vem trazer uma maior ambição e coerência às políticas de eficiência energética, abrangendo todos os setores e agregando as várias medidas entretanto aprovadas e um conjunto alargado de novas medidas em 12 programas específicos.

Fonte: ADENE (http://www.adene.pt/ADENE/Canais/Noticias/PNAEE.htm). Ver também: http://www.adene.pt/NR/rdonlyres/A9BF72D1-D530-4287-8BB9-78CA9364DBB0/605/RCM80_2008PNAEE.pdf

Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão de CO2 (PNALE I e II)
As Licenças de Emissão são atribuídas anualmente às instalações industriais abrangidas pelo Anexo I do Diploma CELE. A definição da quantidade total de licenças de emissão a atribuir em cada período de aplicação do Regime CELE é fixada no respetivo Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE).
A elaboração do PNALE é efetuada de acordo com o artigo 9.º da Diretiva 2003/87/CE, de 13 de outubro respeitando os critérios enumerados no anexo III da diretiva, com as alterações introduzidas pela Diretiva 2004/101/CE.
Em Portugal, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 53/2005, de 3 de março, aprova o PNALE I para o período 2005-2007 e a Resolução do Conselho de Ministros n.º 1/2008, de 4 de janeiro, aprova o PNALE II para o período 2008-2012, que coincide com o período de cumprimento do Protocolo de Quioto.

Fonte: APA (http://www.apambiente.pt/Instrumentos/CELE/PNALE/
Paginas/default.aspx
e http://www.apambiente.pt/Instrumentos/CELE/PNALE/
PNALE_I/Documents/PNALE_I.pdf
)

Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC)
O PNAC 2006 contempla um conjunto de políticas e medidas que visam a redução das emissões de GEE e o consequente cumprimento dos objetivos nacionais assumidos no âmbito do Protocolo de Quioto.

Fonte: APA (http://www.apambiente.pt/politicasambiente/
AlteracoesClimaticas/PNAC/MedidasPNAC/Paginas/default.aspx
).

Protocolo de Quioto
Protocolo internacional que estabelece compromissos para a redução da emissão de Gases com Efeito de Estufa, considerados como a causa do aquecimento global. O Protocolo de Quioto prevê metas de redução de emissões de GEE para os países desenvolvidos, de 5% até 2012, em relação a 1990.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Recursos não renováveis
Recursos energéticos esgotáveis cuja formação demorou muitos milhões de anos. Estes recursos, uma vez utilizados, não podem ser renovados à escala da vida humana. Exemplo: os combustíveis fósseis, que atualmente são responsáveis pela maior parte da energia consumida pelo Homem.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Recursos renováveis
Recursos que se reciclam rapidamente ou têm o poder de se propagar ou ser propagados. Podem ser utilizados de forma permanente sem se esgotarem (o sol, o vento, a água), se a taxa de utilização não superar a de renovação (a floresta, o calor da Terra).

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Rótulo Ecológico Europeu
Rótulo Ecológico Europeu visa promover produtos e serviço que contribuam para reduzir os impactos ambientais negativos, por comparação com outros produtos do mesmo grupo, mas que não sejam “amigos” do ambiente. O símbolo é uma flor de 15 pétalas (o número de estados da União Europeia aquando da sua criação) e visa orientar os consumidores no momento da escolha, para que estes saibam que para o fabrico “daquele” produto (ou serviço) foram utilizadas matérias-primas e processos de produção que garantem um produto final ecológico, dentro dos parâmetros pré-definidos pela União Europeia.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=r

Stand-by
Quando um aparelho está em modo de repouso (pronto a trabalhar) e continua a consumir energia elétrica.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

Sumidouros naturais
A fotossíntese que ocorre nas plantas terrestres permite a retenção do C02 no material vegetal e, eventualmente, na matéria orgânica do solo. Durante milhares e milhares de anos esta fixação foi suficiente para compensar o C02 que se ia libertando. No entanto, desde há algumas décadas, com a destruição das florestas naturais e a libertação de grandes quantidades de C02, que a concentração deste gás na atmosfera atingiu níveis elevados.
Para além das florestas, existem outros “sink” ou sumidouros para o C02, como os oceanos e o solo. No entanto, apenas as florestas e o solo, este último em muito menor escala, têm capacidade de o trocar ativamente com a atmosfera, sendo por isso considerados os mais importantes.
Esta capacidade de retenção e armazenamento do carbono pelas florestas a longo prazo representa um dos pontos importantes no debate do ciclo global do carbono e nos impactes das AC, de tal forma que é considerada no Protocolo de Quioto. No entanto, a avaliação correta dos stocks existentes nos ecossistemas e o sentido dos fluxos (de ou para a atmosfera), são ainda áreas novas de investigação, onde subsistem muitas dúvidas. Daí os cuidados tidos pela UE na aceitação das florestas como sumidouros no âmbito do Protocolo de Quioto, posição muito diferente da assumida pelos EUA, que pretendiam ver as florestas contabilizadas no comércio de emissões. A contabilização dos sumidouros na sua totalidade poderia permitir a um país atingir as suas metas de redução sem um esforço ativo e sem uma redução líquida das emissões, contrariando o espírito do Protocolo de Quioto.

Fonte: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=3&exmenuid=38520&bl=1&cid=38520&viewall=true

Sustentabilidade
Segundo o professor holandês Peter Nijkamp, a sustentabilidade envolve três aspetos: atividade economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta – o chamado Triângulo da Sustentabilidade. A perspetiva económica resulta da aquisição de rendimento suficiente para o custo da vida em sociedade. A perspetiva social diz respeito aos valores sociais e culturais e à justiça na distribuição de custos e benefícios. A perspetiva ecológica diz respeito à manutenção dos ecossistemas do Planeta a longo prazo. Estas três perspetivas, em equilíbrio, formam o ideal de sustentabilidade.

Fonte: http://www.planetazul.pt/edicoes1/planetazul/dicionario.aspx?p=r

Tecnologia de captura e armazenamento de carbono
Em inglês: CCS – Carbon Capture and Storage.
O recurso às tecnologias de captura e armazenamento de CO2 (CAC) é um instrumento essencial para permitir uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa, em especial as provenientes das centrais elétricas que utilizam combustíveis fósseis como o carvão ou o gás.
A CCS envolve a captura do CO2 produzido quando os combustíveis fósseis são queimados, o seu transporte para uma localização adequada e a sua injeção no subsolo para evitar que alcance a atmosfera. Algumas das formações geológicas adequadas a esta técnica são jazidas de petróleo e de gás natural esgotadas, jazidas de carvão sem atividade de extração e aquíferos.
Embora as componentes individuais da cadeia da CCS – a captura, o transporte e o armazenamento de CO2 – gozem de uma perfeita compreensão e se encontrem já operacionais, o desafio reside em combinar estes elementos numa tecnologia totalmente integrada e comercialmente viável. É para este fim que estão a ser desenvolvidas várias tecnologias de CCS com vista à sua utilização no setor da energia. O objetivo da Europa é ter em operação 12 fábricas-piloto de CCS com a necessária capacidade até 2015 e tornar a tecnologia comercialmente viável até 2020.

Fonte: http://europa.eu/legislation_summaries/energy/
european_energy_policy/l28203_pt.htm
e http://ec.europa.eu/clima/sites/campaign/news/news11_pt.htm

Urânio
O urânio é um mineral que pode ser encontrado em rochas sedimentares na crosta terrestre. A sua principal finalidade comercial é a geração de energia elétrica. Quando transformado em metal, o urânio torna-se mais pesado que o chumbo, pouco menos duro que o aço e incendeia-se com muita facilidade.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)

URE
Sigla para Utilização Racional de Energia.

Fonte: www.ecoedp.pt (http://www.eco.edp.pt/pt/homepage/glossario)